O tordilho "Wired Bryan" consolidou definitivivamente seu nome entre os melhores reprodutores da história turfe gaúcho ao conquistar o título da estatística de melhor pai Hipódromo do Cristal.
O filho de Stormy Atlantic e Red Melody (Runaway Groom), a cada dia que passa comprova que ainda que tenha sido adquirido com foco em velocidade e precocidade, é capaz também de produzir animais para provas de fundo, como é o caso do campeão do GP Bento Gonçalves "ÚNICO LÔ".
O turfe gaúcho é feito de ciclos de glórias e de grandes personagens que marcam época. Se no passado as vilas hípicas do Rio Grande do Sul testemunharam treinadores lendários acumularem estatísticas e protagonizarem disputas inesquecíveis, os novos tempos têm um dono absoluto. Ao cravar o título da atual temporada, Luciano Arias alcançou o pentacampeonato, colocando seu nome em uma prateleira bem alta da história da nossa entidade.
No entanto, engana-se quem acha que a trajetória do menino nascido em Dom Pedrito é feita só de glórias. Luciano Arias passou por muitas dificuldades no turfe, sendo a pior delas o grave acidente que sofreu quando ainda montava na raia antiga do Hipódromo do Cristal.
Porém, como diz o ditado, "o fruto não cai longe do pé", e o DNA da família Arias é muito forte quando se trata de puro-sangue inglês. Na atualidade, seu irmão mais novo, Rogério Arias, comprova que eles nasceram e cresceram amando as corridas de cavalo e, os cavalos de corrida. Mas a prova mais verdadeira de que o amor pelo turfe vem de berço, infelizmente, não habita mais o mundo dos mortais.
Referimo-nos ao saudoso "Seu Bossinha", como era conhecido, que com certeza fez muita festa nos pagos do além ao saber que seu legado segue mais vivo do que nunca. Afinal, seu filho acaba de se consolidar como o maior ganhador da era moderna do Jockey Club do Rio Grande do Sul (JCRGS).
Vencer uma estatística no Hipódromo do Cristal exige muito mais do que talento; demanda regularidade, resiliência e uma leitura cirúrgica do plantel. Repetir esse feito por cinco vezes em um cenário altamente competitivo é uma façanha para poucos. Com o pentacampeonato, Arias deixa de ser apenas um competidor de ponta para se tornar o grande ponto de referência dos matinais e das reuniões turfísticas em Porto Alegre.
A conquista veio coroar um trabalho marcado por muita dedicação, que une a precisão técnica no preparo dos animais à capacidade de manter suas cocheiras constantemente no topo da tabela. Vitória a vitória, o treinador foi desenhando seu caminho até chegar ao topo, transformando regularidade em hegemonia.
Para entender o tamanho da marca alcançada pelo treinador no JCRGS, vale destacar os fatores que sustentam sua trajetória:
Parcerias de Peso: O alinhamento com grandes fardas do turfe nacional e regional, que confiam a ele a preparação de suas principais promessas e craques confirmados (como a recente e brilhante campanha da craque Expert de la Côte, do Haras Uberlândia).
Sintonia nas Pistas: O entrosamento fino com as rédeas de ponta do circuito — a exemplo da parceria vitoriosa e afinada com o campeão Kauã Gonçalves —, transformando o trabalho dos bastidores em fotos da vitória.
Versatilidade e Visão: A precisão técnica de quem sabe extrair o máximo de corredores de todas as distâncias, tem que ter mão boa para saber até onde cada animal tem caldo para dar, direcionando o treinamento exato seja aos velocistas, como aos fundistas.
A partir de agora, cabe ao pentacampeão a difícil tarefa de se manter no topo da tabela, pois todos sabemos que chegar lá é muito difícil, mas manter-se é um desafio ainda maior.
Tendo em vista a parceria de longa data do JCRGS com o JCB, a retomada da pedra única anunciada pelo Jockey Clube de São Paulo e do Jockey Clube Brasileiro acaba contemplando também as apostas do nosso Jockey Clube do Rio Grande do Sul.
Sendo assim, a reunião do próximo de 04 de julho já promete garantias muito superiores em relação as atuais. Fique de olho, e coloque na sua agenda, 04 de julho é dia de corridas no Cristal.
Apenas quatro éguas alinharam para os 2.000 metros do Clássico Duque de Caxias, última prova clássica da temporada 2025/2026.
Na raia, EXPERT DE LA CÔTE não defendia apenas o favoritismo de devolução de capital. A defensora da vitoriosa jaqueta do Haras Uberlândia entrou em pista para defender sua invencibilidade em nossa raia e a condição de melhor fundista do Rio Grande do Sul. Por incrível que pareça, mesmo em uma prova esvaziada, a mineira — filha de CATCHER IN THE SKY e BATUTA (OFFICER) — teve um percurso algo adverso. No entanto, a craque do pentacampeão Luciano Arias possui um entrosamento perfeito com o também campeão Kauã Gonçalves; juntos, eles recuperaram o terreno perdido, cruzando a linha de chegada em ritmo de festa.
ORQUESTRA BIANCA, em atuação luxuosa, vendeu caro a derrota. NOBILITY parece já não ser a mesma de outrora, mas ainda assim acrescentou mais um terceiro lugar clássico à sua gloriosa campanha. KATANA, por sua vez, ditou o ritmo da prova, mas, até por falta de aguerrimento, esmoreceu no final.
Tempo: 2m13s60
Falar sobre o saudoso norte-americano "WILD EVENT" é chover no molhado, certamente se trata de um garanhão a nível de CLACKSON, GUADDER, e outros históricos reprodutores que já serviram no Brasil.
Mesmo após sete ou oito anos de sua morte, o filho de Wild Again e North Of Eden (Northfields) deu um galope na estatística de avô paterno, deixando o segundo fora de foco, confirmando que seu DNA ainda vai prosperar por muito tempo.
É notório e inegável, o esforço da atual diretoria do Jockey Club do Rio Grande do Sul para reintroduzir as reuniões turfísticas aos sábados ou domingos, e mesmo que por enquanto isso ocorra de forma pontual e estratégica, demonstra claramente a tentantiva de reconectar o hipódromo do Cristal com a comunidade. É a busca pelo equilíbrio entre a sobrevivência financeira e, a alma do esporte.
Há anos, os hipódromos regionais precisaram se adaptar à grade de apostas devido a concorrência entre si(simulcasting). Correr nas quintas-feiras à tarde/noite permitiu ao Cristal operar sem o "canibalismo" de público apostador que ocorre quando se divide o horário diretamente com a Gávea, Cidade Jardim, ou Paraná. Comercial e financeiramente, as quintas mantêm a engrenagem girando através do volume de apostas captado de todo o Brasil, mas claramente esvazia as arquibancadas.
As corridas no meio da semana em horário comercial, afasta o público de Porto Alegre e, por obvio dificulta a vinda dos turfistas do interior do estado. O morador da cidade, o proprietário que trabalha, e as famílias, raramente conseguem comparecer ao Hipódromo do Cristal em uma quinta-feira útil, situação que dificulta também na renovação de apostadores e proprietários.
A tentativa da diretoria de pinçar alguns finais de semana no calendário visa atingir objetivos claros:
Fomento de Público: Trazer de volta o público de lazer, oferecendo-lhes: espaço kids, food trucks, boa música, e obviamente carreiras de cavalos.
Valorização do Proprietário: O investidor do turfe quer ver seu cavalo correr e quer estar na foto da vitória com a família e amigos, algo que o sábado ou o domingo facilitam imensamente.
Grandes Eventos como Âncora: Dias de grandes clássicos regionais (como as etapas de Grandes Prêmios importantes e torneios tradicionais de cancha reta, como o GP Turfe Gaúcho) funcionam como os testes ideais para essas reuniões de final de semana, exemplo mais recente disso é a EXPOCHURRASCO no dia do Ladies Day). Essa fórmula vem sendo inteligentemente usada para apresentar o cavalo de corrida para as novas gerações.
Todavia, não se trata apenas de "mudar o dia", existem os desafios financeiros e operacionais. Para colocar em pé uma reunião no final de semana, a diretoria precisa gerenciar:
Logística de Mão de Obra: Profissionais da vila hípica, joqueis, pessoal de apoio, veterinários , ferreiros, comissários de corridas e, tantos outros detalhes que fazem parte da engrenagem.
Grade de Transmissão: De momento, o ideal é sempre buscar uma janela onde o Cristal consiga transmitir seus páreos sem a concorrência dos co-irmãos.
Custo de Oportunidade: Avaliar se a receita gerada pelo público físico no hipódromo compensa uma eventual queda no volume de apostas.
Dito isso, é louvável a iniciativa da diretoria em fazer reuniões híbridas (manter a base nas quintas, mas resgatar finais de semana especiais), isso mostra que nossos mandatários estão conscientes e convictos de que o turfe não vive apenas de números em telas de apostas; ele precisa de calor humano na cerca, barulho na reta de chegada e vibração, algo que sem nenhuma dúvida se encontra muito mais nas corridas aos finais de semana. Sendo assim, marque na sua agenda, dia 04 de julho de 2026, venha para o Jockey Clube do Rio Grande do Sul e viva um sábado de muita diversão e emoção.
HERMES MARTINS
1º Páreo: NORFOLK TIMES (1) - TUSKER (5) - HURACAN CORUNILHA (4)
2º Páreo: EXPERT DE LA CÔTE (1) - ORQUESTRA BIANCA (2) - NOBILITY (6)
3º Páreo: DONINGTON PARK (3) - KARIM D'ANAFER (1) - SUPER KITTEN (4)
4º Páreo: TRANCOSO (7) - OSCO (4) - L'AMICO MIO (2)
5º Páreo: ITUBAÍNA (8) - GUNNE STAR (6) - VUCCIRIA (5)
6º Páreo: OBJETO FINAL (8) - SIR JAMES (10) - ORIGAMI TSURU (9)
7º Páreo: HATS OFF (6) - OPEN FOR BUSINESS (9) - TOBLERONE (4)
PIERRY OLIVEIRA
1º Páreo: NORFOLK TIMES (1) - TUSKER (5) - HURACAN CORUNILHA (4)
2º Páreo: EXPERT DE LA CÔTE (1) - ORQUESTRA BIANCA (2) - NOBILITY (6)
3º Páreo: DONINGTON PARK (3) - KARIM D'ANAFER (1) - KEMPES LOVE (6)
4º Páreo: TRANCOSO (7) - L'AMICO MIO (2) - OSCO (4)
5º Páreo: ITUBAÍNA (8) - GUNNE STAR (6) - OF COURSE (2)
6º Páreo: OBJETO FINAL (8) - SIR JAMES (10) - NUKAZUKE (6)
7º Páreo: HATS OFF (6) - OPEN FOR BUSINESS (9) - TOBLERONE (4)
MIGUEL ITALIANO
1º Páreo: HURACAN CORUNILHA (4) - NORFOLK TIMES (1) - TUSKER (5)
2º Páreo: EXPERT DE LA CÔTE (1) - ORQUESTRA BIANCA (2) - NOBILITY (6)
3º Páreo: DONINGTON PARK (3) - SUPER KITTEN (4) - KEMPES LOVE (6)
4º Páreo: L'AMICO MIO (2) - TRANCOSO (7) - OSCO (4)
5º Páreo: ITUBAÍNA (8) - GIGHA (4) - OPPORTUNITY EXPERT (1)
6º Páreo: OBJETO FINAL (8) - SIR JAMES (10) - NUKAZUKE (6)
7º Páreo: HATS OFF (6) - FABULOUS SPEED (10) - TOBLERONE (4)