Ao poucos os dirigentes dos hipódromos brasileiros estão buscando integrar o turfe ao mundo tecnologico, caminho necessário para tentar popularizar as apostas em corridas de cavalos. A concorrência das "Bets" esportivas é muito desigual, principalmente pela questão de investimentos em divulgação e marketing.
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O desafio das apostas no turfe moderno brasileiro é, talvez, a maior luta pela sobrevivência que o esporte já enfrentou. Em 2026, esse cenário é definido pela colisão entre a tradição dos hipódromos e a agressividade das Bets online.
Aqui estão os pontos centrais desse desafio:
1. A briga pela "Quota Fixa" (Odds Fixas)
Historicamente, o turfe opera no sistema Totalizador (Pari Mutuel): o apostador joga contra os outros, e o rateio final só é conhecido quando a corrida termina.
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O Desafio: O apostador moderno, acostumado com as Bets, quer saber exatamente quanto vai ganhar no momento em que clica no botão (a chamada quota fixa). Algo que ja vem sendo feito nas corridas locais através da plataforma do TURFEAPOSTA, e nas internacionais no site turfeweb.com.br, sendo ambos vinculadas ao JCRGS.
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O caminho: Recentemente (janeiro de 2026), avançaram projetos de lei para integrar o turfe ao mercado de apostas online regulamentados. Isso permitirá que grandes plataformas de 'Bets" incluam corridas de cavalo em seus catálogos, oferecendo as mesmas facilidades que ofertedas ao publico do futebol.
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2. Atração do Público Jovem
Enquanto o público tradicional do turfe está envelhecendo, o desafio é falar a línguagem da nova geração:
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Gamificação: Implementar interfaces de apostas que pareçam jogos, com estatísticas em tempo real e transmissões via streaming de alta qualidade (como o YouTube).
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Apostas via WhatsApp: algo que serve de facilitador para aqueles que possuem mais dificuldades para operar aplicativos e sites.
- Eventos sociais: não restam dúvidas, de que na falta de apoio governamental, os diregentes do turfe precisam usar criatividade para a busca de novas receitas, e nesse sentido promover eventos sociais (algo que já vem sendo feito), que além de gerar alguma rentabilidade, certamente ajuda a trazer um novo público para dentro dos hipódromos.
- Os dias de corridas: nos finais de semana de semana, as corridas são o produto de marketing e renovação, que trazem expectativa de atrair famílias, turistas e jovens que queiram uma experiência de lazer diferente. A renovação pode ser considerada o primeiro contato do povo com o cavalo. O objetivo aqui não é apenas aposta, mas sim transformar o hipódromo em uma espécie de parque de entretenimento, capaz de fazer com que o espaço se torne um "point" de encontro. Todavia, tem os que pensam que as apostas devem ser o foco principal de um Jockey Clube, e nesse caso os dias de semana parecem ter vantagem, pois embora o público seja menor, eles se somam aos turfistas ditos "raíz", que são aqueles que mesmo longe dos hipódromos, fazem seu jogo através das agências credenciadas ou internet, pois já sabem como e onde apostar, inclusive o maior volume de apostas vem dos jogadores não presenciais.
- Em resumo, opiniar de fora é bem mais fácil do que tomar as decisões, os mandatários sempre serão criticados, seja optando pela renovação, quanto pela manutenção da tradição, por isso que antes das criticas, as pessoas precisam avaliar o quanto é dificl se fazer turfe no Brasil nos dias de hoje.
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