Um dos maiores problemas atuais da criação de PSI no Rio Grande do Sul e no Brasil é que o custo fixo para manter uma estrutura de haras é muito elevado. Terra, funcionários, cercas, alimentação, veterinário, ferrageamento e manejo reprodutivo tornam inviável para muitos proprietários manterem apenas uma ou duas éguas.
Um modelo de maternidade coletiva ou condomínio de criação poderia ajudar a resolver essa questão. O conceito seria semelhante ao que já ocorre em outras atividades agropecuárias:
* Um haras parceiro disponibilizaria a estrutura.
* Pequenos proprietários manteriam uma ou duas matrizes cada um.
* Os custos seriam rateados.
* O manejo seria centralizado e profissional.
* Os produtos seriam registrados em nome de cada criador ou em condomínio, conforme o modelo adotado.
As vantagens seriam:
* Redução do custo individual.
* Aumento do número de matrizes ativas.
* Entrada de novos criadores no sistema.
* Maior utilização de garanhões nacionais.
* Ampliação da base de proprietários e criadores.
Esse tipo de iniciativa poderia inclusive receber apoio da Associação Brasileira de Criadores e Proprietários do Cavalo de Corrida ou dos hipódromos por meio de incentivos, bonificações ou subsídios para cobrir parte das despesas de criação dos pequenos investidores.
O argumento é forte porque o futuro da criação não depende apenas dos grandes haras. Os grandes criatórios tendem a concentrar seus investimentos em garanhões consagrados e em projetos de maior escala. Já o pequeno criador, se tiver acesso a uma estrutura viável, pode aumentar significativamente o número de nascimentos e até servir de importante vitrine para garanhões nacionais que hoje recebem oportunidades limitadas.
No caso específico do turfe gaúcho, uma retomada do espírito do antigo Posto de Fomento não precisa ocorrer por meio da aquisição de uma grande propriedade, inclusive isso é totalmente inviável.
Porém, poderia se pensar em uma espécie de convênio com algum haras já estruturado e, com dificuldades de se manter (não são poucos), funcionando como uma “maternidade oficial” para pequenos criadores, sendo nesse caso o Jockey Clube e/ou, a ABCPCC em um primeiro momento apenas um elo de ligação entre as partes.
Todavia, com o conhecimento de seus gestores, poderiam também as entidades captarem coberturas com os grandes criadores, realizando um leilão, cuja a soma de valores arrecada seria aportada no projeto em questão.
Escrever é muitoooo mais fácil do que realizar, mas diante da capacidade, da parceria e, da afinidade existente entre os presidentes Gil Irala e Júlio Camargo, me senti no direito de divagar e viajar....... sobre esse tema!!!






