A cancha reta é mais do que um trilho estendido na raia. É chão batido de história, suor e respeito.
É ali, no coração da cancha, que o homem e o cavalo se entendem no olhar, no ajustes do selim e no silêncio antes da largada.
A magia começa bem antes da corrida. Está no trato do cavalo, na ração bem medida, no descanso certo, no casco revisado, e no pelo escovado com carinho.
Cada detalhe conta, porque quem corre cancha reta sabe: o cavalo sente tudo, e só dá o seu melhor quando confia em quem o prepara.
No dia da prova, o clima muda. A ansiedade aumenta, as conversas são baixas, e o respeito é grande, embora nunca possa ser maior do que a confiança em tudo que foi feito.
O joquei se ajeita no lombo do seu parceiro, confere as rédeas, e pede proteção.
Na largada, é só coração batendo forte, poeira levantando, e o som dos torcedores tentando dar ainda mais confiança aos protagonistas da festa.
Em poucos segundos, vem a glória ou a lição. A vitória é comemorada com aperto de mão, gritos de euforia, orgulho, e gratidão ao cavalo.
A derrota, se aceita com humildade, vira aprendizado pra próxima. Porque na cancha reta não se perde — se ganha experiência.
E assim segue a tradição, passada de pai para filho, de amigo para amigo, de coração para coração.
A magia da cancha reta está nisso: no preparo, na coragem, na parceria entre homem e cavalo e no respeito pelos adversários, seja no triunfo ou na derrota
Enfim, que venha 2026, que venha o GP Turfe Gaúcho, e que todos os envolvidos entendam o significado dessa que é considerada a mais tradicional prova de cancha reta do País.





